[via TED]
Festina Lente
Metas são saudáveis, mais que isto, são necessárias!
Somos provocados o tempo inteiro para termos objetivos bem claros, seja em projetos pessoais ou profissionais.
Quebrar os paradigmas do status quo não é tarefa simples, muito menos instantânea, é preciso conhecer limites antes de tentar expandí-los.
Toda ação precisa de tempo para amadurecer por isso conhecer e respeitar o espaço/tempo permite persistência com inteligência, sem desperdício de energia em expectativas indevidas que, muitas vezes, é a mãe de muitas frustrações.
Nenhum movimento ou ação por si só não significa resultado positivo.
Um exemplo, quando na piscina, um nadador profissional move-se com tamanha precisão que parece que sairá seco ao fim do exercício, já quem nada mal, se muito, só joga água pra fora da piscina, mas muito movimento mesmo, acontece quando quem não sabe nadar cai na água.
A atualidade é frenética, muitas vezes antecipar o que deve ser feito pode facilmente não ser suficiente. Não há defesa para a lentidão, mas, a pressa é inimiga da perfeição.
Festina Lente, uma expressão latina que significa “Apressa-te devagar”, é usada com o sentido de que o trabalho executado devagar é melhor do que quando feito apressadamente e não trata de retardar o que tem que ser feito, mas de fazer com precisão respeitando o tempo necessário para que o bom resultado aconteça.
Tribalismo cosmopolita
Há pouco tempo me lembrei de um vídeo sobre Tribalismo Cosmopolita que vi no Blog do Eurípedes Magalhães.
O vídeo (em inglês) foi produzido pela Box1824, agência de pesquisa especializada em tendências de consumo e comportamento jovem na faixa dos 18 a 24 anos – daí o nome da agência. Segundo os próprios criadores,
Cosmopolitan Tribalism é um movimento que surge da democratização da cultura jovem criativa e experimental – uma geração multitasking, sintonizada, com liberdade e ferramentas para criar e misturar referências à sua maneira, que maximiza o sentido de celebração através de códigos visuais como cores vibrantes, colagens, padrões geométricos, grafismos tribais, texturas psicodélicas, elementos da street art e pinturas faciais. A Internet é o ambiente facilitador das novas relações sociais, fazendo com que os modos de consumo e expressão pessoal alterem as formas de pensar e produzir música, moda, entretenimento, design e comunicação. O cenário urbano, conectado e cosmopolita abre alas para um retorno ao primitivo, onde valores de adoração à natureza, buscas espirituais e novos estados de consciência entram na pauta. Assim, se define um novo pensamento que borra os limites entre o novo e o antigo, o primitivo e o moderno, o natural e o tecnológico, impulsionando a indústria cultural e de bens materiais a atualizar e rejuvenescer os rumos de suas marcas e produtos.
Quando assisti ao vídeo pela primeira vez o achei bastante esclarecedor quanto aos conceitos que norteiam a juventude contemporânea, mas recentemente me lembrei do tal vídeo e ao vê-lo novamente me senti provocado sobre o quanto permanecemos virtualmente distantes de certos aspectos que ao longo das gerações nos dão a sensação de estarmos construindo uma sociedade que evolui pela razão.
Se atentarmos, ainda que superficialmente, para as informações explícitas no vídeo percebemos que, sem pretensão de generalizar, ainda somos muito o que pensamos não ser mais.
Recrute seus próprios rebeldes, ou não.

Ontem vi um artigo no http://www.midiassociais.net/ (via @Ricupero) sobre uma ação da Diesel em que fica muito clara a guerra fria travada entre as empresas e seus colaboradores quando o assunto são as Redes Sociais.
Resumidamente, a campanha se apóia no suposto desejo de vingança daqueles que se sentem prejudicados com as restrições impostas pelas suas empresas.
Com o mote “Be Stupid At Work” a ação não apenas incentiva a rebeldia como também municia os rebeldes ao oferecer um aplicativo, o Excellbook Diesel, que simula uma planilha parecida, mas não muito, com o Microsoft Excel e permite o acesso as principais funções do Facebook (Notícias, Comentários, Curtir, Perfil e o Bate-papo) sem que as pessoas que vejam o que de fato está ocorrendo.
Realmente a Diesel pegou o espírito de porco da coisa e sem querer (será?) acabou por colocar mais um pouco de lenha nesta fogueira que ocorre na maioria das empresas cujo core business não está intimamente ligado a comunicação, publicidade, internet e afins.
De um lado estão empresas que precisam manter a segurança da informação e do outro lado estão os profissionais, pessoas que têm a necessidade de manter-se ligados ao mundo cada vez mais conectado.
Infelizmente, muitas políticas de TI priorizam uma postura de polícia corporativa em detrimento da viabilização da inovação, limitando, bloqueando e restringindo.
Em alguns casos, e por enquanto, este modelo funciona, em outros pode ser um problema. Os usuários estão cada vez mais fluentes nas tecnologias que utilizam e quando se trata de questões mais comuns, muitas vezes, o próprio usuário se vira sem precisar da figura de um técnico de TI.
Fato é que sempre haverá alguém com conhecimento técnico suficiente para quebrar as regras ou inteligência prática suficiente para furar bloqueios, como o caso da empresa que mesmo impedindo o envio de arquivos de imagens por email descobriu que alguns usuários enviavam inseria as mesma em arquivos do Microsoft Word e assim faziam o que não deveriam fazer.
Os homens quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição.
- Niccolo Maquiavel
Além do mais, em tempos de WikiLeaks, Anonymous e várias outras manifestações que envolvem os meios digitais, o diálogo entre empresas e profissionais pode ser um caminho menos turbulento e um terreno menos fértil para ações similares a da Diesel.
Enfim se não forem adotados mecanismos de colaboração e entendimento mútuos, em breve, assistiremos como as próprias empresas serão responsáveis pelos rebeldes digitais que podem impactar negativamente seus resultados.
Organização x Movimento x Filosofia
Hoje pela manhã foi publicado mais um dos brilhantes artigos do Seth Godin, traduzido – bem mais ou menos – a seguir:
Uma organização usa estrutura, recursos e poder para fazer as coisas acontecerem. Organizações contratam pessoas, definem políticas, compram coisas, constroem prédios, ganham espaço no mercado e fazem o que têm de fazer. Sua empresa, provavelmente, é uma organização.
Um movimento tem um coração emocional. Um movimento pode usar uma organização, mas pode substituir sistemas e pessoas se estes não existirem. Os movimentos são mais apropriados para provocar mudanças generalizadas e eles exigem líderes, não gerentes. A internet, ao que parece, é um movimento, e toda vez que alguém tenta ser dono dela, falha.
Uma filosofia pode sobreviver a coisas que podem acabar com um movimento e dizimar uma organização. A filosofia pode permanecer por uma ou duas gerações. Muitas vezes é interpretada, e, muito provavelmente, se divide em grupos autônomos, que se transformam, se dividem e se reúnem. O Industrialismo era uma filosofia.
O problema começa quando você pensa que tem um, mas na verdade tem o outro.
O tal do problema chama atenção porque é impressionado a quantidade de empresas que, cada vez mais, tem uma visão equivocada de si mesmo.
O segredo para entender o posicionamento, no final das contas, não é como a empresa se vê, mas como o público a vê.
Talvez, o maior desafio para se descobrir, seja aprender a observar / ouvir os outros.



