Sabe com quem está falando?

23.09.09 ~ 1 comentário

Homer SimpsonNão é de hoje que, vez ou outra, nos deparamos com o lamentável hábito que alguns profissionais têm em valer-se mais pelo seus títulos que pela aplicação de suas competências.

Quanto vale uma certificação, hein?

Não. Não pergunto sobre o preço para a obtenção de um título, mas sobre o valor (que é muito diferente de preço) de possuí-lo, sobre o quanto é possível fazer e quais resultados pode-se obter graças ao que, em tese, adquiriu-se junto com o certificado, o conhecimento.

Carteira de Habilitação não é um atestado de bom motorista, só se aprende a dirigir ao sair da auto-escola e descobrir que muito do que te ensinaram de fato não existe na “vida real”.

Da mesma maneira, qualquer título por si só não vale muita coisa. É preciso aplicar o conhecimento para que o mesmo seja ampliado e, em um ciclo contínuo, gere novos conhecimentos e assim agregue valor a si mesmo e ao que for aplicado.

O jornal Estado de São Paulo tem afirmado que a informação é gratuita, mas questiona o valor do conhecimento. Ora, conhecimento não vale muito mais do que a informação bruta, se o mesmo não for utilizado em questões práticas.

É preciso deixar de esconder-se atrás de regras pré-concebidas e aplicar o conhecimento, inclusive, quebrando regras que forem necessárias para alcançar a inovação.

Inovação? Sim, inovação. Afinal esta palavra não deve ser exclusividade apenas de empresas como Google, Apple, Microsoft e demais big players do planeta Terra.

Inclusive, Steve Jobs e Bill Gates são bons exemplos, pois nenhum deles dependeu de títulos para entenderem – e muito bem – como brincar com as regras e tornarem-se referências.

1 comentário
“Sabe com quem está falando?”

  1. Tatiana Camilo 23.09.2009 at 15:37 Permalink

    Concordo. O que mais posso observar ultimamente são pessoas que exigem informações corretas e impecáveis, quando não, fórmulas prontas para resultados instantâneos, mas pouco sabem o que fazer com elas. E falo de coisas muito simples. Na sala de aula de uma universidade, por exemplo, as pessoas lêem um texto e ainda sim não sabem fazer associações, nem obter uma opinição própria sobre aquilo. Pessoas que se contentam com o que é lhes dito e simplesmente acreditam naquilo sem ao menos se dar ao trabalho de pensar em outra possibilidade. Inovação? Sim, inovação – como você mesmo escreveu. Essa é a palavras chave que nunca envelhece, que nunca sai de moda. Esse é o grande desafio. Esse é o objetivo pra quem tem coragem de quebrar conceitos e reconstituí-los de uma maneira bem melhor.


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