Eu não sei programar… E me orgulho disto!

Sou Designer, trabalho com Web, Multimídia e Gráfico.

Além dos meus conhecimento em Design, adoro Gerenciamento de Projetos, principalmente a Metodologia do PMI.

E foi estudando GP que aprendi a importância de ter em um projeto, pessoas especialistas que podem focar ao máximo seu know-how em soluções específicas de forma, rápida e inteligente, mantendo o escopo de cada fase ou tarefa do projeto sem comprometer a qualidade final.

Afinal, se cada macaco estiver no seu galho, a árvore permanecerá inteira, sem nenhum galho quebrado.

Mas, me pergunto: porque no Brasil, falando especificamente sobre a categoria do Design, quase todo mundo acredita que o “Designer perfeito” sabe programar?

Eu mesmo conheço muitos Desenvolvedores Web que só programam e estão felizes da vida com suas certificações ganhando em torno de R$ 60,00/hora sem saber o que é uma layer no Photoshop e muito menos o que é tipografia ou qualquer conceito de UCD, HCI, IA e outros.

Não programo em nenhuma linguagem e, apesar de muitos acharem estranho, não me sinto na obrigação de saber .NET ou PHP, só porque trabalho com Web, me dou por satisfeito em saber como essas linguagens funcionam e como podem me ajudar e, é claro, como posso ajudar ao programador.

Acho isso um conceito extremamente medíocre que banaliza e trata de forma simplista a função de um designer em projetos que demandam tanto de programação quanto de design.

Desculpe, mas para mim não há diferença de valor entre programador e designer, apesar de muitos se apoiarem no argumento de que em um projeto o designer pode ser qualquer fulaninho que sabe desenhar com o computador, mas o programador, por ser o fundamental, deve ter certificações o suficiente para dar liga numa sopa de letrinhas.

É como dizer que em uma construção o Programador está para o Engenheiro como o Designer está para o Pedreiro, quando na realidade o Designer está para o Arquiteto da mesma maneira que o Programador está para o Engenheiro. São funções distintas, porém complementares e igualmente importantes.

Mas como dizia o grande “síndico” Tim Maia: “Ah! Se todo mundo me pudesse ouvir…”


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