Malditos ícones!

Postado por André Persil em 23/10/2008

Semana passada alguns alunos me questionaram acerca do uso de ícones na composição de páginas web e qual não foi a surpresa deles quando respondi que não aconselhava o uso dos malditos ícones a menos que soubessem muito bem o que estavam fazendo.

Considerei perfeitamente compreensível o espanto inicial, já que é muito comum recorrermos a representações gráficas quando nos deparamos com situações em que determinada informação se faz - ou a fazem - necessária, mas não há onde colocá-la.

Enfim, quando falamos da grande maioria da interfaces, sejam de websites ou aplicações, notamos - com um pouco de bom senso - que muitas vezes os ícones não passam de tentativas frustradas de dizer alguma coisa que no final das contas não dizem nada, quando não dizem o oposto do que fora proposto.

Valendo-se de toda a capacidade de produção de clichês que é própria dos grandes profissionais devidamente capacitados em qualquer botecudade da vida, muitos designers esquecem completamente que “uma imagem vale mais que mil palavras”, e que isso pode não ser nada bom. Mesmo!

Não canso de tentar entender, por exemplo, o que se passava na mente de quem concebeu os ícones que são utilizados no cabeçalho do portal Terra. Principalmente quando vejo o ícone que, em tese, representa o Horóscopo:

Desculpem-me os mais castos, mas na minha opinião, este ícone tem relação, mas não com o Horóscopo , e eu nem sou tão maldoso assim. E por favor, vamos ignorar a ovelha de moicano (ícone do tempo?). Tudo bem que o próprio tamanho das imagens não ajudam muito na compreensão das mesmas, mais isto deveria ser previsto na concepção, não?

Não que eu queira desprestigiar o trabalho de alguém - inclusive por desconhecer tal alguém - mas, verdade seja dita, criar ícones que sejam eficazes é um desafio demasiado arriscado para ignorarmos conceitos básicos de uma disciplina amada por uns e odiada por muitos, a semiótica.

É na semiótica que reside, como dizem, “o pulo do gato” e é nos seus tão esquecidos conceitos que, caso não tenhamos escolha, podemos aumentar as chances de sucesso na concepção de um ícone.

Santaella que me desculpe, mas sem me ater muito a complexa relação triádica da semiose peirceana, um dos fatores importantes que devemos nos obrigar a entender, semioticamente falando, é o tal do repertório, que é o acúmulo de experiências perceptivas e cognitivas utilizadas na leitura, interpretação e compreensão dos signos - não os do Horóscopo - que incluem os ícones.

Esclarecendo, os símbolos, ícones e equivalentes significam para mim o que a minha experiência de vida permitir. Por isso, o risco da abstração da informação com o uso de ícones que ficam na dependência da interpretação de mentes alheias, o que pode tornar a informação completamente subjetiva.

Um outro exemplo, crasso, diz respeito aos ícones de “Salvar” utilizados largamente nos mais variados aplicativos, como no exemplo, o Microsoft Office.

Disquetes são familiares para mim, apesar de que há alguns anos não os uso mais, porém, é muito provável que este disquete não diga muita coisa para um usuário adolescente que quando precisa  guardar algum documento nunca usou um disquete, e sim CD, DVD ou um Pendrive.

É meio metafísico, mas o que fez sentido um dia, hoje já não faz mais tanto sentido e em breve não terá sentido nenhum. No caso do aplicativo, a função persiste, mas, em breve, o ícone não conseguirá mais representá-la.

Resumindo, não devemos abandonar os ícones por completo, mas precisamos ter consciência de que precisamos tomar muito cuidado para não comprometermos a informação, ou cairmos no ridículo como nos exemplos abaixo:

Não sei qual a autoria destas imagens, mas me incentivaram bastante a escrever este artigo.

Obrigado ao autor.

Layout novo, por enquanto…

Postado por André Persil em 02/09/2008

Sabe aquela situação em que você vai a uma loja, se empolga com alguma coisa, compra e quando chega em casa fica aquela sensação de “droga” não era bem isso que eu queria?

Então, é exatamente assim que estou me sentindo com esse novo layout.

Explico: não que eu não tenha gostado de todo o resultado final, mas tem coisas que realmente me incomodaram depois de vê-lo funcionando. Talvez a obrigação pessoal que me impus de colocá-lo no ar no 1º dia de setembro, tenha me cegado ao ponto de não ver que o layout não estava suficientemente maduro para um blog em que pretendo discutir sobre Web, Design, Arquitetura da informação e afins.

Pois bem, não sei ainda como - e com que tempo - farei, mas este layout será rigorosamente revisto a fim corrigir alguns problemas que no meu ponto de vista deixaram muito a desejar.

[UPDATE - 14/10/2008] Quando fiz este post o layout não era este que você está vendo agora. Era bem pior! :D

Criatividade impulsiona economia britânica

Postado por André Persil em 26/06/2007

da Efe

O crescimento econômico do Reino Unido deve tanto à indústria criativa, que engloba setores como propaganda, design e a indústria do entretenimento, quanto a setores mais tradicionais, como o financeiro, segundo um estudo da consultoria Work Foundation.

A pesquisa afirma que as exportações culturais britânicas, especialmente a música e os programas de televisão, superam às de outros países europeus. A indústria criativa emprega 1,8 milhão de pessoas neste país e contribui com 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o relatório da Work Foundation, cada vez mais clientes internacionais recorrem ao talento criativo de empresas de publicidade, desenho e arquitetura, e deixam aqui cerca de 3 bilhões de euros (cerca de US$ 4,03 bilhões) por ano.

No ano passado, o Reino Unido desbancou pela primeira vez os Estados Unidos no primeiro lugar mundial em excelência publicitária.

Fonte: Folha

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