Repertório.
Para alguns pode não ser novidade, para muitos pode soar estranho e para outros pode até ser decepcionante, mas uma coisa é certa criatividade não é um dom divino que se manifesta em momentos de pura iluminação sucumbindo em uma explosão de idéias, palavras, formas e cores inovadoras e revolucionárias que provocam as mais variadas reações e levam as pessoas ao êxtase.
Desculpe, mas por mais iluminista que possa parecer esta definição ela é o fruto da observação de muitos estudiosos que dedicam-se a compreender o que vem a ser um ato criativo numa sociedade em que o foco é o capital e todos os esforços são dirigidos ao consumo e exigem uma criatividade racional, não divina.
Infelizmente alguns podem discordar, já que muitos designers têm se portado como artistas plásticos, mas isso é assunto para outro artigo.
De um modo geral, possuir um bom repertório é fundamental para a produção criativa racional, assim como no livro “Das coisas nascem coisas”, de Bruno Munari, é perceptível a importância de observar e conhecer o meio a fim de gerar soluções plausíveis com necessidades específicas, nota-se que pessoas com maior cultura visual, musical e literária tendem a propor soluções mais criativas do que as pessoas que possuem um perfil menos flexível, culturalmente falando.
Por isto é muito importante que quem pretende ser um criativo que gera resultados comece a ter contato com produtos da criatividade facilmente encontrados em museus, exposições, mostras, shows, músicas, livros e acima de tudo nas pessoas e no meio que nos cercam.
Atos criativos vêm de pessoas que exercitam sua criatividade observando a criatividade alheia, ou seja, é o meio influenciando quem influencia o meio.
Até…